Você se vê escrevendo um livro?
Muita gente tem uma história guardada. A pergunta não é se ela existe — é o que está entre você e a página. Tempo, medo, falta de jeito. Às vezes, falta só alguém dizer que começar já é um ato corajoso.
Entre a história e a página
Clique em uma das barreiras. Cada uma delas já foi, de alguma forma, parte do processo de quem escreveu os livros desta editora.
De onde veio a Trilogia Povo Marcado
A trilogia não nasceu de um plano. Nasceu de uma ferida histórica que Celma Prata foi tocando em diferentes tempos: a seca de 1932, a amizade em 1988, o reencontro em 2009. Cada romance é independente, mas todos respondem à mesma pergunta: como um povo marcado pela exclusão, pela perda e pela violência histórica continua existindo?
"Setenta anos depois, as marcas de um povo ferido pelo preconceito, pela miséria e pelo abandono ainda ecoam entre os descendentes daqueles que sobreviveram."

1932 — A grande seca
Uma Sorte Ruim
Meio século antes, a mesma terra rachada pela seca obriga uma mãe a fazer o impensável: deixar a filha recém-nascida com estranhos e fugir pelo sertão. Aqui estão as raízes de tudo, os antepassados, as escolhas, a origem da marca que persegue esse povo. Entre figuras que a história jamais esqueceu, começamos a entender de onde vêm, e quem realmente são, as personagens do primeiro livro.

1988 — Segunda metade do século XX
Bodum
Tudo começa com uma amizade. Duas jovens nordestinas, de ascendência indígena, se encontram numa capital do interior e se tornam inseparáveis, até que uma parte, e o silêncio engole as duas. Anos depois, um presságio sombrio devolve à outra o nome da amiga perdida. Para entender o que houve, ela precisa voltar ao lugar de onde veio. Mas o passado que a espera é muito mais antigo do que ela imagina.

2009 — Século XXI
Madrinha de Tropa
No último laço, tudo o que foi presságio, ausência e mistério encontra aqui a sua resposta. As linhas que pareciam soltas se amarram, os silêncios falam, e o sangue que liga 1932 a 2009 enfim revela seu segredo. O que foi marcado há gerações estava, o tempo todo, à espera deste fim.
Jornalismo, pedagogia e crônica
Celma Prata é jornalista, cronista, contista e romancista cearense. autora da trilogia povo marcado e finalista do prêmio jabuti. Formada em Pedagogia e Jornalismo, com passagem pela New York University, ela construiu uma escrita que mistura o olhar de quem ensina, o rigor de quem reporta e a sensibilidade de quem cronica o cotidiano. Essa mistura é que dá à trilogia sua densidade: cada romance é uma reportagem emocional de um tempo, contada como só a ficção consegue contar.
A trilogia na ordem de publicação
Os três romances podem ser lidos em qualquer ordem. Cada um se sustenta sozinho; juntos, revelam a origem de uma marca.
Se você chegou até aqui pensando na própria história, talvez esteja mais perto da página do que imagina.
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